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Max Linder, em Ber-

lim, pintou o sete

 

 

 

   A pós a grande colheita de louros que o grande e incomparavel comico Max Linder obtivera em S. Petersburgo durante sua “tournée” russa, foi a Berlim.

   Em companhia de seus operadores dirigiu-se para o castello e representou uma pequena scena comica ante a cathedral. Inutil será dizer que uma multidão consideravel o cercára para ver de perto o elegante parisiense. Empregára todos os esforços para o café Bauer aproveitando-se da grande quantidade de carros, que amontoados no canto de “Friedrichstresse” e a avenida, sob as Tilias, encobriam a sua passagem e assim pôde penetrar. Procurou mesmo que um agente de policia o censurasse por se arriscar a ser esmagado.

   O circulo de curiosos reformou-se em redor do comico e perguntas e respostas se repetiram:-”E' o Max Linder! Qual! Ainda pergunta? Sómente o Max é capaz de representar dessa fórma”.

   Depois que Max Linder terminou a sua scena diante do café Bauer, e que a multidão o acclamara de novo, elle dirigiu se á porta de Brandebourg, onde o irresistivel tentára abraçar duas damas de certa edade o que lhe fôra impedido com grande indignação.

   O operador sorriu, porque esta recusa formava precisamente o effeito desejado de uma scena.

   Depois o galante Max apresentou as suas desculpas e continuou suas explorações diante do Reichstag.

   Descendo a Avenida da Victoria, fez declarações de amor a uma ama secca, a qual sem saber representára o seu papel devidamente. Max agradeceu-lhe immensamente. Max, que durante algumas horas fez sensação em Berlim, está encantado da sua "tournée", apesar de não terem sido bem acolhidas pelas damas as suas palavras inflammadas. (O Pharol, 4.6.1914)